Umbanda e Médiuns


O Pai Etiene Sales do RJ indiscutivelmente escreve muito bem, muitos devem conhecê-lo das listas de discussão da internet, das quais participa ativamente, sempre com muita propriedade. Tivemos a satisfação de trazê-lo no Seminário realizado pela FUEP no primeiro semestre de 2011, quando ele falou sobre a questão da cidadania umbandista.

No final do ano passado ele nos brindou com um texto que chamou de "Uma pequena contribuição para fechar 2011 e abrir um 2012 com novas perspectivas para a melhoria de nossa linda Umbanda".

Acredito que sinteticamente ele conseguiu descrever os mecanismos que levam as pessoas a tentar a mobilização dos guias espirituais e entidades seja para os problemas materiais ou espirituais, esperando simplesmente uma troca de favores, esquecendo que as nossas conquistas dependem do nosso esforço individual, do livre-arbítrio e também do nosso merecimento perante a divindade.

Boa leitura, quem sabe a gente não entende um pouco melhor a Umbanda e os nosso Guias.

Feliz Ano novo a todos!

Vamos ao texto:

Incoerências no entendimento e percepção dos problemas materiais e espirituais na Umbanda.

O que distingue o povo brasileiros de outros povos é a sua diversidade.

Não só múltiplo em culturas (não existe uma cultura, um estilo de música, uma comida, um folclore, algo que se diga que seja único e representativo do ser brasileiro), mas em um todo plural que é a cara do brasileiro.

Alguns dizem que o carnaval é uma forma representante da cultura do Brasil, mas nem isso. É algo que veio da Europa e que encontra diversos similares. Até no próprio Brasil, existe distinção de formas e estilos no próprio período de carnaval, variante de região para região: no Sudeste é uma forma e um estilo de música e dança, no Norte é outro, no Nordeste outro, no Sul outro... Não há uma única forma representante nem para o carnaval, mas se percebe a alegria, o período de descontração inerente a cada região e até a cada cidade que comemora esse carnaval.

O interessante é que formas e percepções variam em tudo e para tudo em nossas vidas, assim como o seu entendimento, principalmente na vida religiosa ou no trabalho religioso. Seja dentro de cada templo, seja dentro de conjuntos religiosos, seja na própria Umbanda.

Entendemos que existem as variações, as formas, ritos, doutrinas, fundamentos inerentes a cada seguimento umbandista. Entretanto, mesmo dentro dessas variações, dentro dessa diversidade e pluralidade, existem fatos constantes que provocam um pensar amargo não só entre os médiuns, mas também entre os sacerdotes que são as incoerências, basicamente 
vindas dos assistenciados, mas também encontradas em alguns médiuns
 menos dedicados, rebeldes ou descompromissados com a religião.

Essas incoerências provocam verdadeiras revoluções na cabeça dos médiuns mais dedicados, mais responsáveis e compromissados que vêem seus guias e a si mesmos sendo usados no ardil da caridade, em que os consulentes pedem mundos e fundos, das coisas mais banais as mais absurdas e sórdidas.

Só que nada ocorre por acaso. Tudo tem uma razão de ser e um motivo de ser. E essa procura dos assistenciados, por exemplo: por homens, mulheres, amor, emprego, rivalidades no trabalho, adiantar processos diversos na justiça, afastar o filho(a) de um amor inconveniente (aos olhos dos pais), saber sexo de bebê, se vai engravidar, se o marido (ou 
mulher) está traindo, pombogira de frente atrapalhando a vida, demandas
 que não existem (só na cabeça da própria pessoa, principalmente vindas de sogra, vizinha, parente ou conhecido próximo), que a vida não anda porque tem alguma coisa espiritual (foi em algum local e disseram)... e tantas outras que nada têm referência a religião, mas sim a um estado de conflitos.

As pessoas que procuram um terreiro de Umbanda, em sua grande maioria, não têm a mínima idéia do que é problema material e problema espiritual. 

Colocam tudo nos termos do pedir ao espiritual, seja lá o que for, seja para os Guias, seja para os Orixás. Muitas vezes criando um sistema de trocas pernicioso e viciante, em que parte do erro recai sobre o assistenciado; e, a outra parte, nas casas que assim procedem 
dando margem a esses pedidos, construindo uma falsa imagem da Umbanda
 como um faz tudo (imediatismo) e sempre a base de alguma troca: grande parte dos trabalhos são envoltos em vantagens financeiras ou barganhas (para a casa, para o médium e/ou para o sacerdote/dirigente e, as vezes, até para um Guia).

Nem todos os trabalhos são baseados em vantagens financeiras ou barganhas. Existem muitos que fazem a troca e não cobram nada financeiramente, mas criam dívidas morais ou de dependência que o assistente vai acumulando e se tornando, cada vez mais, como um aleijado que vê as entidades da casa ou o próprio sacerdote/dirigente como muletas, e nada faz na vida, não toma uma iniciativa que seja, a não ser sob as palavras daquele local. Ou seja, cria-se o vício para que haja dependência e controle sobre o assistido (que, muitas vezes, também é repetida com os próprios médiuns da casa).

Tudo isso vai ocorrendo até que as falhas comecem a acontecer: as orientações daquelas entidades do local falham, os trabalhos orientados não dão certo ou não têm efeito, aquilo que era o ideal de só ir ali pedir (com ou sem um viés financeiro) não dá mais certo.

Normalmente quando isso acontece o assistenciado ou se decepciona com a Umbanda e acaba procurando uma outra religião para ser pedinte (e hoje em dia é o que mais se vê por ai), ou procura um outro terreiro que possa suprir as suas necessidades e o seu vício de pedir tudo e qualquer coisa.

Quando essas pessoas vão a um local que não tem uma visão de materialidade, mas de espiritualidade, onde os médiuns, Guias e Sacerdote/Dirigente estão voltados ao espiritual, sendo o material colocado em seu devido local, oriundo da própria busca da pessoas, em 
que esse espiritual pode auxiliar, mas não resolver, dar aquilo que a
 pessoa vai ali pedir, existe um grande impacto.

Algumas casas se dão ao trabalho que colocar nos quadros de aviso ou, antes das giras, o sacerdote ou um médium ali o representando, diz as pessoas da assistência sobre a postura da casa e sua ordem de funcionamento, e que ali não se faz trabalhos para isso ou aquilo, não trás ninguém ou amarra alguém. Só que, mesmo com os avisos (escritos e/ou verbais), esses assistentes que já adquiriram o vício do pedir e/ou pagar para ter, vão as entidades e ali despejam suas necessidades materiais, psicológicas e sociais diversas.

Muitos médiuns ou pela consciência de suas incorporações, ou pelo recado deixado aos cambonos pelas entidades, ficam muito decepcionados com essas situações. Isso não só pelos pedidos, mas também pela reação dos assistenciados quando a entidade se nega a realizar o pedido, seja através de um simples não faço, ou aqui não se faz isso, ou de uma bronca pelo que lhe foi solicitado dizendo que ali não é local. Muitos assistenciados saem maldizendo as entidades e a casa: que é fraca, que é um absurdo não prestar a caridade (que eles querem), que em todos os locais que foram fizeram trabalhos e outras coisas das mais absurdas possíveis, simplesmente porque ali não encontraram terreno fértil as suas necessidades.

O interessante é que, mesmo não sendo tarefa principal das entidades resolver os problemas materiais, psicológicos ou sociais, elas tentam orientar, mostrar caminhos, mostrar outras perspectivas, formas e mudanças de postura, comportamento, maneira de pensar e até de buscar uma religiosidade necessária a essas pessoas. E, mesmo assim, mesmo tendo uma orientação e uma ajuda (que não foi a que queriam, mas a que necessitavam), muitos assistenciados não ficam satisfeitos e, alguns, até decepcionados e raivosos.

Só que a balança tende para os dois lados.

Como existem os que não ficam satisfeitos, chateados por não terem conseguido ali o que queriam; outros, por sua vez, ficam admirados em encontrar, muitas vezes, soluções simples e derradeiras para suas vidas, para seus problemas, mesmo sabendo que não se trata de algo espiritual, entendem que a entidade se colocou a auxiliá-los em outras questões, sapientes que os passos, a mudança, as ações e a busca ou modificações de suas vidas, são unicamente responsabilidades deles mesmos. São conscientizados que um descarrego, um passe, um banho, ou até mesmo um trabalho (quando é necessário e prioritário) não vai resolver seus problemas, mas vai lhes permitir uma melhora, uma harmonia, uma melhor visão sobre as coisas e sobre suas vidas... que não há milagres gratuitos pelo simples pedir, mas que, se os milagres acontecem, é por algum merecimento o indivíduo conseguiu, e isso não ocorre porque o Guia assim o quis, nem porque o Orixá assim o quis, mas sim porque outros fatores ali se mostraram relevantes para que aquela graça fosse alcançada, e, aí sim, a interferência dos Guias e Orixás foi permitida na ajuda aquela pessoa.

Ainda é muito incipiente as orientações dentro das casas aos assistentes e até aos médiuns, no separar o que são problemas materiais e o que são problemas espirituais. Por isso vale lembrar que um problema espiritual pode acarretar problemas materiais, mas nem todos os problemas materiais são de origem espiritual. A grande maioria passa pelo psicológico,
econômico, relacionamento, comportamento e caráter social (incluindo familiar e trabalho)... 
Muito longe de aspectos espirituais.

Existe a necessidade de fazer com que as pessoas, assistenciados e até médiuns, entendam que existe uma diferença entre esses problemas e na forma pela qual as entidades irão proceder para ajudá-los. Uma informação muito importante que iria ajudar muito aos desavisados e ignorantes, que são convencidos em acreditar que tudo é espiritual e
tudo pode ser resolvido por meio de trocas e barganhas, financeiras ou não.

Se essa informação fosse melhor divulgada muitos saberiam que esses atos não são e nem cabem a Umbanda, mesmo com toda a sua diversidade e pluralidade religiosa, pois não é propósito da religião de Umbanda o lucro financeiro ou a dependência/ignorância religiosa ou a resolução de qualquer problema a base de trabalhos para tudo e qualquer coisa (quando existe a necessidade de se fazer um trabalho numa casa de Umbanda, existe um motivo e explicação para o mesmo).

O grande propósito da Umbanda, imerso em todas as suas tradições/escolas/ramos, variando em formas e não em essência, é contribuir e ajudar no crescimento espiritual, moral e até material das pessoas, numa elevação de consciência contínua (também chamada de evolução), e uma humanização do ser humano envolto a um divino (Deus, Orixás e Guias), em uma fé consciente e coerente, que transporte para o meio social o respeito e a dignidade que uns devem ter para com os outros, pois somos todos iguais perante a Deus.

Axé!

Pai Etiene Sales


-.-

Achei muito bacana e oportuno o texto escrito pelo Tomé, filho da Mãe Rosângela, uma vezque trata de um tema bastante controverso, mas colocar claramente a necessidade da preservação da lealdade aos dirigentes, que ao fim e ao cabo representam a ligação com a raiz de Umbanda de cada um de nós, me parece que traduz cabalmente a afirmação de que "quem não tem passado, não tem futuro!". É importante ler até o final e refletir sobre êle.
Vamos ao texto:

Aranauam, Saravá, Axé a todos!

Na última semana, tive o privilégio de poder conversar com meu Pai Espiritual, Pai Rivas, a respeito da Iniciação nas Religiões Afro-brasileiras. Dessa conversa, marcaram-me as seguintes noções, imprescindíveis para quem quer que pretenda ingressar (epermanecer) em uma Casa de Iniciação:

1. Pai Rivas começou salientando a importância capital da confiança do discípulo no Mestre-Raiz. Esse é o vínculo principal, sem o qual não há nem pode haver Iniciação verdadeira. Sem confiar nos desígnios e diretrizes estabelecidos por aquele que representa(ou melhor, presenta e apresenta) a Tradição de forma viva, o que há é apenas um deslumbramento temporário, ainda que se demore por alguns anos e, assim, simule aos olhos mais desatentos ares de fidelidade “eterna”.

Como continuar bebendo de uma fonte no mesmo instante em que se deixa de confiar no fato de que sua água continua sendo pura e boa? E por que fazê-lo?

confiança no Mestre é, portanto, o requisito primeiro, que de início aproxima o discípulo do Mestre, mas que será objeto de contínuas provas ao longo de sua caminhada, porque ela deve se manter ao longo de todo o período de convivência com o Iniciador. No início, a confiança aproxima Mestre e discípulo; a partir daí e para sempre, fortalece a relação entre ambos. 

Quando deixa de existir, o vínculo iniciático se quebra, tal qual a folha se desprende do galho (e, portanto, da raiz), perdendo vitalidade, força, beleza e função.

Muitos vão descobrir, às vezes muito tarde, que já há algum tempo não confiavam mais no Mestre, nem se entusiasmavam mais com suas realizações: deixavam-se ficar pela força do hábito, da inércia e, principalmente, da covardia em reconhecer, para eles mesmos, que passaram tanto tempo “enganados” (por quem mesmo?). Afinal, questionar o Iniciador é questionar a si mesmo, enquanto sustentou (ou disse sustentar) o seu estilo de vida e sua forma de manifestar a Tradição.

Que confiança é essa que existe apenas durante os instantes oportunistas em que o discípulo está satisfeito, na zona de conforto de seus critérios estéticos, morais, rito-litúrgicos etc.? Isso não é confiança e é por isso que o Mestre sempre reatualiza, revigora, transforma e refunde as formas de manifestação da Tradição, para que os menos flexíveis e mais apegados à autoidolatria, que se manifesta na falsa “predileção” por determinadas formas de rito (em geral, tidas por “elevadas”), demonstrem que só estavam ali enquanto suas preferências estéticas e necessidades do ego eram satisfeitas.

2. Além da confiança, é preciso que o discípulo sinta felicidade e entusiasmo em relação ao Mestre, sua forma de condução da Raiz e, principalmente, seu estilo de vida. Essa felicidade e entusiasmo sempre acompanham os verdadeiros discípulos, que se tornam e se mantêm discípulos: o filho sempre admira o Pai e lhe segue o exemplo.

A felicidade e o entusiasmo, por serem consequência óbvia da confiança, só permanecem enquanto essa persiste: aqueles que já não confiam em seu Mestre (e vão ao Templo para “cumprir tabela” e por não terem coragem de tomar uma decisão difícil como a de pedir agô e sair com dignidade), são facilmente identificados por sua postura morna nos Ritos e demais atividades da comunidade espiritual: já ficam meio de lado, com o semblante menos entusiasmado, à parte, observando... Já não estão felizes ali...

Na referida conversa com Pai Rivas, aprendi exatamente isso: as pessoas que estão no Terreiro pelo hábito, e não mais por felicidade, às vezes apenas não têm coragem de ir em busca de sua felicidade em outro lugar, razão pela qual cabe ao Mestre o estímulo para que isso aconteça: o lugar ocupado com infelicidade será, hora ou outra, preenchido por alguém confiante e feliz. A solução é a melhor para todos: o “infeliz” vai em busca de sua felicidade, o lugar que ocupava será preenchido com a felicidade de outro. Todos ficam felizes, cada um a seu modo e no lugar que lhe é próprio.

3. Por fim, depois da confiança (atributo mental) e da felicidade entusiasmada (atributo emocional), resta a militância efetiva(atributo físico).

O discípulo confiante e feliz não se satisfaz com sua confiança e felicidade: ele quer compartilhá-las com o maior número de pessoas, honrando sua Linhagem Espiritual, trabalhando em nome de seu Mestre. É a única forma de retribuição possível e é, aliás, a única esperada pelo Mestre: trabalho.

Eis como se formam as coletividades iniciáticas: confiança, felicidade e trabalho. Também é na falta disso que muitos rompem seu vínculo com suas antigas raízes e vão em busca daquilo que ainda não encontraram: a capacidade de reconhecer naquele que veio antes de nós discípulos (Mestre) a capacidade de nos inspirar confiança, de nos fazer felizes e, sobretudo, de nos dar o privilégio de trabalhar em nome do bem e da verdade.

Quando a folha se desprende da Árvore, já não está mais viva.

Aranauam, Saravá, Axé!

....................................................................................................................................................................


Tristeza pouca é bobagem (EU TENHO VERGONHA DE SER SEU IRMÃO!)
Alex de Oxóssi Rio Bonito – RJ



         Inicialmente meu silêncio era indignado. Começou com a demolição da casa de Zélio. Não me conformei com tudo o que aconteceu.

De repente, nada restava. Simplesmente acabou. Tal como acontece aos homens, parecia que sua importância histórica iria ser lembrada e enaltecida quando próximo da extinção. Mas nem isso, rapidamente o assunto já voltou ao limbo do esquecimento.
Era para acontecer a destruição anunciada, e nenhuma pedra se moveu prenunciando a extinção. Quem viu as últimas fotos da casa de Zélio de Moraes antes de sua queda final, verificou que com certeza a Defesa Civil a condenaria, pois já era uma ruína. Nem os parentes de Zélio, nem os seus filhos ou netos no santo, nenhum adepto com um pouco mais de condição. Nem a tenda remanescente, nem meu pobre lamento solitário.
Nada, nada salvou aquele lugar que um dia foi abençoado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, onde foi erigida a primeira tenda umbandista do Brasil e do mundo, a Tenda Nossa Senhora da Piedade.
A comprovação física apagou-se na poeira, e da indignação veio a tristeza, e da tristeza veio o desconsolo. Só não foi maior porque sei que as bases espirituais ainda estão vívidas e assim continuarão de acordo com a vontade de Zambi. A Tenda Nossa Senhora da Piedade vive, sob o teto da Cabana de Pai Antônio.
Não tenho, no entanto, mais vontade de escrever. Não consigo me identificar com as letras. Não estou desiludido com a Umbanda, de modo algum, pois ela faz parte da minha vida. Mas porque não vejo luz no final do túnel para essa babel que aí está, que só traz desunião e trava os atos verdadeiramente necessários.
Nada adiantam palavras bonitas, fraseados requintados, desafios ao intelecto, sob a alcunha de estudo da Umbanda, iluminação dentro da Umbanda, se não vejo caridade em ação, não vejo desprendimento, só vejo comodismo.
Quem sabe o Caboclo das Sete Encruzilhadas permitindo esta demolição, lavrou o fechar de uma Era? Ou demarcou uma divisão de águas, antes e depois do desaparecimento da pedra fundamental que deu início à nossa religião?
Estou triste porque parece que vejo somente pedintes na religião que amo. Todos querem reza, desmanchar trabalhos, pedir proteção, acender uma vela para pedir algo.
A imensa maioria não comparecerá se for pedido para varrer seu terreiro, esfregar o chão, ou lavar os banheiros e vestiários, preparando-os para a próxima gira. Preocupam-se sim, em parecer bem, bonitos e engomados nas giras festivas, reluzentes e impecáveis.
Não se animam se tiverem de pintar as paredes, ou visitar um irmão no hospital, ou dar mais alguns reais para completar a mensalidade de quem não conseguiu pagar naquele mês.
Não conseguirão fechar os ouvidos se um irmão cair e houver escândalo. Não se calarão sobre comentários desairosos sobre um(a) médium que se perdeu nas voragens das trevas.
Como estarão preparados para salvar as raízes da Umbanda. Será que sabem ao menos que raízes são estas?
Ontem ouvi um médium novo dizer que recebeu este e aquele recado de Seu Marabô. Perguntei se ele sabia quem era Seu Marabô. E ele disse que não. Então, rapaz, como você sabe que foi Seu Marabô ou alguém de sua falange que realmente lhe disse tudo aquilo? Ele nada pôde responder....
Onde está cada um na Umbanda, fora dos passos complicados das giras festivas? O que é para cada um, vestir o branco, o que significa e que responsabilidades lhe traz, o que está fazendo ali, despojando-se de todo e qualquer interesse e entregando-se aos guias? Por que faz isso e em nome de quem? Qual a história, ponto cantado e escrito de cada um de seus guias de sua coroa? Por que eles pertencem a essa coroa?
Quantas queixas, pedidos e lágrimas derramou ao pé das velas nessa semana? Quantos trabalhos fez para obter algo?
Mas antes de tudo, qual a boa ação que cada um fez hoje, ou ontem ou anteontem?
Estou triste e cansado, tenho preferido o silêncio e a introspecção, pois as palavras que tentei escrever anos afora, parecem grãos soprados no vento do deserto. Talvez com meu silêncio, possa perceber quem ainda está acordado, no meio deste marasmo que parece cobrir tudo e todos.
Este ano a Umbanda fará 103 anos, ela sobrevive, mas nós Umbandistas estamos vegetando por nossa mesquinhez, por nossa falta de amor ao próximo e falta de caridade. Eu amo a Umbanda, mas estou começando a ficar com vergonha de dizer que sou Umbandista, não por querer esconder a minha religião e sim por querer esconder quem são meus irmãos, eu não sou igual aos que vejo dizendo-se Umbandistas e nem mesmo sabem o que realmente é ser Umbandista.
Eu tenho vergonha de ser seu irmão!
De quem prefere ficar no silêncio...
P.S.: Apenas para constar, já faz mais de 30 dias que nem mesmo a minha caixa de e-mail eu abro.


-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Umbanda – Uma visão Sistêmica - Manoel Lopes

No Núcleo Mata Verde ( www.mataverde.org ) estudamos e ensinamos, uma doutrina umbandista, que tem como características principais:
1 - Os Sete Reinos Sagrados – modelo que tem por origem a formação do planeta Terra;
2 - Campo Estrutural – estruturas de natureza mental e emocional, mantidas pelos espíritos e que são, entre outras coisas, a origem de toda a realidade material e espiritual.
3 - Visão sistêmica de sua organização – Diversidade de Rituais Umbandistas
Vamos discutir neste artigo, de forma sucinta o item 3 – Visão sistêmica da organização umbandista, origem da diversidade de rituais existentes na umbanda. Este texto (Diversidade de rituais umbandistas) que apresentamos logo abaixo foi escrito pela primeira vez em 2005, depois em 2006 quando lançamos a RBU – Rede Brasileira de Umbanda ( www.rbu.com.br ) novamente tornamos a lembrar sobre a estrutura complexa da Umbanda e que a RBU tinha como uma das principais funções revelar esta complexidade da organização umbandista.
Em 2007 quando lançamos o livro “Umbanda Os Sete Reinos Sagrados”, incluímos ao final do livro o capitulo “Nasce um Rede”, chamando a atenção dos Umbandistas para a importância da RBU como uma nova rede social, e que teria entre outras características a finalidade de unir os umbandistas sem impor qualquer tipo de comando ou direcionamento doutrinário; pois devido a sua natureza complexa não admitia este tipo de comando único, centralizado.
Em 2009 publicamos novamente o texto “Diversidade de Rituais Umbandistas” fazendo questão de mostrar aos umbandistas esta visão sistêmica da Umbanda, realçando o conceito de estrutura em rede de sua organização. Neste texto de 2009 incluímos logo ao início comentários sobre os “choques” entre os umbandistas ao se depararem através da RBU com centenas (ou talvez milhares) de formas de se vivenciar a Umbanda.
Continuamos a divulgar este conceito de organização em rede através dos cursos desenvolvidos no Núcleo Mata Verde e que estão a disposição dos interessados através da plataforma EAD (www.mataverde.org/ead). Muitos foram os alunos que passaram (e continuam a passar) pelos nossos cursos; alunos (Umbandistas ou não) de várias origens, dos mais diferentes tipos de Terreiros, Centros, Núcleos, Ilês, etc. e todos sem exceção ao estudarem a questão da “Diversidade Ritualística da Umbanda” comentam sobre a estrutura em rede, que permitiu finalmente que pudessem entender esta diversidade.
Temos centenas de depoimentos que nos foram passados pelos alunos do EAD Mata Verde (www.mataverde.org/ead), incluímos apenas alguns para mostrar a reação dos umbandistas em relação ao modelo proposto por nós, também achamos interessante incluirmos estes comentários pois cada um deles trouxe um pouco de sua experiência, o que nos ajuda a enriquecer o conteúdo deste artigo.
Passados mais de cinco anos da publicação do texto inicial, estamos novamente apresentando aos Umbandistas, para reflexão e ponderação, novamente o texto que mostra a estrutura complexa da formação umbandista.
Citamos no Manifesto que fizemos para o lançamento da RBU fatos históricos mostrando que durante muitos anos, vários grupos tentaram “codificar”a Umbanda e a história comprova que todas estas tentativas foram em vão.
Precisamos entender que a Umbanda possui características diferentes de outras religiões tradicionais e somente através de uma abordagem moderna e utilizando conceituação da teoria dos sistemas complexos conseguiremos produzir alterações nesta estrutura. Costuma-se dizer de um sistema complexo que “o todo é mais que a soma das partes”.
O texto escrito em linguagem simples, como sempre escrevemos, busca facilitar o entendimento de seu conteúdo por todo tipo de pessoas. Exemplificamos com experiências pessoais de nossa trajetória umbandista, também pela experiência nas listas de debates e posteriormente nos entrechoques provocados dentro da RBU. Falamos pela primeira vez (desconhecemos outros textos anteriores ao nosso) sobre a organização hierárquica piramidal das religiões tradicionais e fizemos uma comparação com a estrutura em rede, mostrando as características dos diversos nós”,mostrando através de gráficos a explicação desta rede complexa que é a umbanda.
Um sistema aberto, complexo e em constante evolução e que mais do que nunca segue a máxima “o todo é mais que a soma das partes”.
Lembramos no texto, que existem muitos fundamentos em sua origem, e exemplificamos com alguns dos principais fundamentos existentes em nossa religião (Africano, Católico, Indígena, Espírita). Mostramos que cada Terreiro representado pelos “nós” desta rede seria uma casa de umbanda com fundamentos diferentes.
É possível entender claramente a existência de uma gama variada de casas umbandistas, com liturgia e doutrinas diferenciadas, graças a amalgama dos fundamentos “básicos” ou “fundamentos raízes”.
Finalmente acho interessante mencionar que em nosso modesto ponto de vista não podemos de forma alguma falar em uma única doutrina para a Umbanda, também consideramos simplista falarmos em escolas umbandistas ; a não ser que aceitemos um número infinito de escolas umbandistas e aí recairíamos novamente num sistema complexo.
Acreditamos que a abordagem da natureza da umbanda deve ser feita de forma sistêmica, holística, complexa e não de maneira linear. É necessário que entendamos que não é possível se falar em Umbanda certa ou Umbanda errada, assim como não se pode falar em Umbanda branca, umbanda africana, umbanda amarela, umbanda esotérica, etc...
A Umbanda é uma só como demonstramos em nosso texto, o que precisamos entender é que a liturgia, a ritualística, os fundamentos de cada casa é que são diferenciados, e que não é possível querer impor limites a quantidade de “escolas” existentes.
Para aqueles que ainda não tiveram oportunidade de ler o texto “A Diversidade de Rituais Umbandistas”, segue abaixo a versão disponível na RBU e que provavelmente foi o artigo mais lido e comentado das páginas da RBU.
São Vicente, 09/11/2010
Manoel Lopes
———————————————————————————————————
DIVERSIDADE DE RITUAIS UMBANDISTAS
Manoel Lopes
É muito comum ouvirmos de pessoas que não são umbandistas, que a umbanda é uma grande confusão. Algumas chegam a falar que a umbanda é “casa da mãe Joana”, onde cada um faz o que quer. Não conseguem entender o motivo de um Terreiro não utilizar atabaques enquanto outros utilizam; outros usam roupas coloridas enquanto outros usam somente o branco, outros não trabalham com Exus, enquanto outros fazem questão de trabalharem, outros criticam com rigor o uso de sangue e sacrifícios de animais, enquanto outros utilizam estes elementos. Chamamos isto de Diversidade de Rituais.
Quando iniciamos nossa caminhada na umbanda na década de setenta, tivemos oportunidade de visitarmos alguns terreiros e naquela época já percebemos a grande diferença existente entre os rituais de cada Terreiro.
Infelizmente existia naquela época um grande preconceito, e eram comuns comentários de que determinada casa não era de Umbanda, outros falavam que determinada casa era mais forte que a outra, o estudo era muito raro e na maioria das vezes desprezado pelos dirigentes.
O tempo passou e por volta de 1997 começamos um trabalho de divulgação da umbanda pela internet através da lista de debates Saravá Umbanda. Foi a partir desta experiência que percebemos o grande preconceito existente entre os umbandistas. A Internet veio facilitar o contato, o estudo e a divulgação das várias formas de se trabalhar na Umbanda.
A diversidade de rituais era desconhecida por muitos, e tivemos oportunidade nestes 12 anos de presenciar terríveis disputas e choques entre Umbandistas, cada um querendo afirmar que a “sua” umbanda era a verdadeira umbanda. Em alguns momentos as agressões chegavam ao extremo, passando de agressões verbais para processos judiciais.
Com o passar do tempo e com o convívio nas listas, algumas pessoas passaram a entender que a umbanda, embora seja única, não possui uma única doutrina. Que não existe umbanda melhor ou mais forte que outra. Estas pessoas começaram então a respeitar e entender a diversidade de rituais existentes em nossa religião.
Em 2006 criamos a RBU que atualmente possui mais de 10.300 integrantes (agosto/2009) e é com tristeza que continuamos a verificar que a grande maioria das pessoas ainda desconhece esta realidade de nossa religião.
Este pequeno texto tem a finalidade de mostrar para as pessoas de uma maneira simples e racional como que entendemos a Diversidade de Rituais existentes na umbanda.
O conteúdo deste texto é apresentado no curso de doutrina umbandista “Umbanda Os Sete Reinos Sagrados” que desenvolvemos de forma gratuita no Núcleo Mata Verde e agora através do portal EAD do Núcleo Mata Verde (www.mataverde.org/ead), no curso a distancia é cobrada uma pequena taxa para ajudar na manutenção do site.
Qual a diferença entre a Umbanda e as demais religiões tradicionais?
O que é uma estrutura piramidal hierárquica autoritária?
Repare na figura abaixo:
Estrutura Piramidal (Manoel Lopes)

Várias organizações possuem como forma de organização e comando uma estrutura autoritária (centralizadora). Podemos citar como exemplo, a Igreja Católica que segue rigidamente as orientações de Roma, do Vaticano e que possui no Papa o chefe da igreja. Outro exemplo é o dos militares (Forças Armadas), que possuem uma hierarquia rígida e um comando único.
Podemos enquadrar dentro desta estrutura hierárquica autoritária aquelas religiões ou filosofias que possuem uma doutrina rígida.
Normalmente seguem algum livro ou livros e possuem muita dificuldade em fazer qualquer alteração doutrinária em função do modelo hierárquico autoritário. Por exemplo, o “Espiritismo” (chamado popularmente de Kardecismo). No ápice da Pirâmide está a “doutrina”, o Pentateuco Kardequiano, e que por condição dos próprios espíritos que apresentaram a doutrina, não pode ser alterado em hipótese alguma sem a “concordância universal dos espíritos”. A doutrina espírita é do século XIX (1857).
Este autoritarismo doutrinário se reflete em várias situações. É do conhecimento público os vários autores espíritas que ficaram proibidos de publicarem suas obras por serem considerados “não doutrinários”.
Espíritos foram taxados de enganadores e mistificadores e seus livros psicografados deixaram de ser considerados espíritas. Não vamos citar os nomes, mas basta realizarem uma pesquisa na Internet e encontrarão vários casos.
O uso de recursos como cromoterapia, uso de cristais, incensos, banhos, equilíbrio dos chakras, magia, apometria, reiki, e muitos outros assuntos não são considerados “doutrinários”, portanto os Centros que utilizam alguns deste recursos não são casas espíritas, podendo no máximo serem chamados de centros espiritualistas.
Estrutura em rede.
O que é Estrutura em rede?
Desde a década de 20, quando os ecologistas começaram a estudar teias alimentares,o padrão de rede foi reconhecido como o único padrão de organização comum a todos os sistemas vivos: ”Sempre que olharmos para a vida, olhamos para redes” (Fritjof Capra – A Teia da Vida).
As redes, basicamente descritas como conjuntos de itens conectados entre si são observadas em inúmeras situações, desde o nível subatômico até as mais complicadas estruturas sociais ou materiais concebidas pela humanidade.
Átomos ligam-se a outros na formação de moléculas, seres vivos dependem de intrincadas redes de reações químicas e de interações protéicas. Vasos sangüíneos e neurônios formam redes essenciais para organismos complexos. Construções humanas como a distribuição de água, energia elétrica e telecomunicações podem ser vistas como redes, da mesma forma que estradas, rotas marítimas e aéreas, percursos feitos para entrega de bens e serviços. Relações sociais e negócios conectam pessoas e organizações segundo os mais variados padrões. Computadores, bancos de dados, páginas web, citações bibliográficas e tantos outros elementos compõem suas redes cotidianamente. Foi a partir destes conceitos que criamos a RBU – Rede Brasileira de Umbanda. (www.rbu.com.br).
Se estudarmos com mais detalhes, verificaremos que a umbanda se organiza desta maneira, repare na figura abaixo:
Estrutura em Rede
Todos sabem que a umbanda possui vários fundamentos, entre eles: Fundamentos Africanos, Espíritas, Católicos, Indígenas, Teosóficos, Hinduístas, etc.
“A Umbanda é uma religião universalista”.
Vamos voltar nossa atenção para a imagem acima. Fizemos um desenho de uma rede plana e para ilustrar o que foi dito acima incluímos somente quatro fundamentos básicos de nossa religião: Africano, Católico, Espírita e Indígena. Reparem que existem alguns “pontinhos” escuros nesta rede, são os “nós” da rede e que representam os diversos Terreiros de Umbanda existentes.
Cada “nó” ou Terreiro tem um conjunto diferente de fundamentos, o que acaba refletindo no ritual seguido pelo Templo.
Por exemplo:
Terreiro (1)
O Terreiro identificado por (1) tem uma forte influência Católica.
São Terreiros que possuem no congá muitas imagens de Santos, Anjos, Arcanjos, Jesus, Espírito Santo, etc. É comum nestes Terreiros as procissões para São Jorge, Nossa Senhora Aparecida e demais Santos Católicos.
Os Pontos Cantados sempre relacionam os Orixás aos Santos, e muitos chegam a afirmar que o Santo e o Orixá são a mesma coisa.
As cerimônias são semelhantes aos da igreja católica: Batismo, Confirmação (Crisma), Casamento etc. Sempre lembrando as cerimônias católicas.
Algumas casas não trabalham com Exú, algumas chegam a identificar o Exú ao demônio.
Terreiro (2)
O Terreiro identificado como (2) está bem próximo dos fundamentos africanos, isto significa que naquele Terreiro os rituais africanos estão presentes de forma significativa. São Terreiros de umbanda que tem uma forte influência do Candomblé e do Culto Omoloko, alguns cultuam os Orixás de forma bem próxima ao do Candomblé, oferecem animais, usam inclusive sangue em alguns rituais, alguns chegam a afirmar que não são cristãos. Possuem rituais como: borí, deitada, mão de pemba, mão de faca, etc.. Exú é cultuado como um Orixá. O uso dos atabaques é imprescindível.
Terreiro (3)
Os Terreiros identificados como (3) tem uma forte influência da doutrina espírita. A doutrina espírita é estudada pelos seus integrantes. Caboclos, Pretos Velhos, Baianos, Exús, etc. são considerados espíritos em evolução e que já estão libertos do ciclo reencarnatório. No congá não fazem uso do sincretismo religioso, ou seja, não existem imagens de Santos; normalmente Orixás são entendidos como espíritos de muita evolução, sendo considerados pura energia. Orixás nunca incorporam. De forma alguma aceitam o uso de sangue ou sacrifício de animais como oferenda para os Orixás. Nestes Terreiros utilizam somente roupa branca; rituais de origem africana são totalmente desconhecidos nestes Terreiros. Conceitos como mediunidade, passes, vibrações, obssessores são muito comuns. Em alguns os Caboclos e Pretos Velhos fazem uso do fumo.
Terreiro (4)
Nestes Terreiros a presença de rituais de origem indígena é muito forte. Normalmente Caboclos comandam todos os Trabalhos, é comum o uso de charutos para defumação ou pajelança. Em alguns os nomes utilizados internamente são de origem Tupy antigo, e valorizam muito a tradição indígena brasileira.
Conclusão:
Como podem verificar não esgotamos as possibilidades, os fundamentos existentes na umbanda são muitos e naturalmente que não se apresentam de forma única como descrevemos acima, eles se fundem em proporções diferentes e dão as características de cada Terreiro, a egrégora, a vida, o axé de cada casa. Não podemos de maneira alguma aceitar os absurdos que muitas vezes acabam na coluna policial dos jornais, mas precisamos neste momento em que existe uma grande intolerância para com a nossa religião nos unirmos e respeitarmos a maneira de trabalhar de cada Terreiro.
Se estudarmos a história do Movimento Umbandista, verificaremos que embora os homens tenham insistido, durante vários anos, em enquadrar a Umbanda dentro de um sistema hierárquico autoritário (através de Federações, doutrinas, códigos, etc.), ela sempre resistiu mantendo sua estrutura em rede.
Precisamos entender que a Umbanda é uma religião nova, brasileira e que os Orixás nos presentearam com esta maravilhosa religião. Podemos afirmar categoricamente que a UMBANDA é uma religião do futuro. Uma religião que permite que cada um busque aquele Terreiro que fale mais alto ao seu coração sem deixar de ser umbandista. Se lembrarmos as palavras do Caboclo das 7 Encruzilhadas, veremos que os alicerces da Umbanda são a liberdade e a igualdade, gerando as mesmas oportunidades para todas as pessoas e espíritos virem trabalhar e evoluir.
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde www.mataverde.org
e-mail: ead@mataverde.org
São Vicente, 30/08/2009
Obs.: Divulgue a vontade este artigo, só não esqueça de citar a fonte.

Visite RBU - Rede Brasileira de Umbanda em: http://www.rbu.com.br/?xg_source=msg_mes_network